8º Prêmio Mulheres do Agro destaca trajetória de produtoras brasileiras
A inovação no campo também está associado a capacidade de transformar desafios em oportunidades. E, nos últimos anos a participação feminina dentro do setor tem tido um salto exponencial. Com trajetórias diferentes e inspiradoras, as vencedoras do 8º Prêmio Mulheres do Agro 2025 mostram que o futuro do agronegócio brasileiro está cada vez mais feminino — e profundamente conectado à sustentabilidade, à ciência e à inovação social.
Iniciativa da Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), as dez premiadas representam a força de uma gestão que alia criatividade, eficiência e propósito, com resultados que impactam suas comunidades e inspiram o futuro do agro.
O anúncio das vencedoras foi realizado durante a 10º edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), em São Paulo. Segundo Daniela Barros, líder de Comunicação da Divisão Agrícola da Bayer no Brasil, o prêmio reflete o perfil revelado pela recente pesquisa da Quiddity, “Produtoras Rurais e Inovação no Campo”, segundo a qual mais de 80% dos entrevistados reconhecem que as mulheres se destacam por serem criativas, detalhistas e inovadoras.
“É essa força que o Prêmio Mulheres do Agro reconhece e amplifica, pois acreditamos que a atuação feminina vem contribuindo para que o agronegócio continue seu caminho de inovação e sustentabilidade”, afirma Daniela.
Para Gislaine Balbinot, diretora executiva da Abag, “temos o orgulho de fazer parte de uma iniciativa que não apenas destaca, mas amplifica a voz e o impacto dessas produtoras rurais e pesquisadoras. Elas são a prova viva de que a evolução do agro se perpetua também pelo talento e dedicação delas, transformando o setor de dentro para fora”.
As vencedoras:
Na categoria Pequena Propriedade, a vencedora foi Lucivanda Fernandes, gestora da Fazenda Santo Expedito, em Ubajara (CE). A produtora transformou o cultivo de rosas de corte — que hoje supera 12 milhões de hastes anuais — em um ecossistema inovador, com reuso de água da chuva, controle biológico de pragas e aproveitamento de resíduos florais.
Na categoria Média Propriedade, a premiada foi Naiara Kasmin, da Fazenda Campestre, em Varginha (MG). Representando a terceira geração da família, ela modernizou toda a gestão, triplicando a produção diária de leite após uma rigorosa análise de custos e adoção de práticas como agricultura regenerativa, compostagem, ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), energia solar e uso de bioinsumos.
Na categoria Grande Propriedade, a vencedora foi Flávia Strenger, da Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR). Ela construiu um modelo de produção orgânica certificada e verticalizada, que abrange o cultivo, processamento e comercialização de óleos essenciais, plantas aromáticas e bioinsumos derivados de resíduos.
Na categoria Ciência e Pesquisa, o destaque foi Dalilla Carvalho, agrônoma e professora do Instituto Federal do Sul de Minas. Doutora em Fitopatologia pela ESALQ/USP e com experiência na Technische Universität München (Alemanha), Dalilla se dedica ao manejo sustentável de doenças em plantas, com foco em produtos naturais e biológicos.
Ela coordena projetos que unem inovação tecnológica, sustentabilidade e segurança alimentar, aproximando a pesquisa das demandas reais dos produtores.
Veja a entrevista com as vencedoras:
